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quarta-feira, 14 de junho de 2023

Fernando Tordo, Carlos Mendes - De Pé na Revolução

 

Mais um disco publicado pela cooperativa "Toma Lá Disco" no ano de 1976 resultante da parceria entre Fernando Tordo, Carlos Mendes e os poetas Ary dos Santos e Joaquim Pessoa.

No melhor pano cai a nódoa e a prova encontra-se em algumas gravações efectuadas no processo revolucionário resultante do 25 de Abril de 1874. Gravações essas de muito pouca qualidade quer sob o ponto de vista da letra, extraordinariamente panfletária condizente com os tempos que se viviam, quer musicalmente de um simplismo total.




É o caso de mais este Single  com duas canções:

"De Pé na Revolução", música popular do folclore alentejano e letra de Joaquim Pessoa e "Dia de Haver Revolução" com música de Fernando Tordo e letra de Ary dos Santos.

Para ouvir segue "De Pé na Revolução" com qualidade sonora também má (retirada do Youtube) a condizer com o resto, fica como documento a ilustrar o período revolucionário que se viveu.



Fernando Tordo, Carlos Mendes - De Pé na Revolução

terça-feira, 13 de junho de 2023

Fernando Tordo, Carlos Mendes, Paulo de Carvalho - Novo Fado Alegre

 

Foram várias as colaborações de Fernando Tordo, Carlos Mendes e Paulo de Carvalho no ano de 1976 pelo que, depois das passagens individuais que publiquei nos últimos dias, justifica-se uma averiguação do que produziram em associação. Para tal terá contribuído o espírito de colaboração que então reinava e que a editora "Toma Lá Disco" por eles formada propiciou.

Começo pelo EP intitulado "4 Canções para Portugal" cuja contra-capa indica como intérpretes Fernando Tordo e Carlos Mendes com a colaboração de Paulo de Carvalho.




As 4 canções são:

"Os Lobos e Ninguém" de José Luís Tinoco
"Estrela da Tarde" de Fernando Tordo e Ary dos Santos
"Cantiga de Maio" de Carlos Mendes e Joaquim Pessoa e
"Novo Fado Alegre" de Fernando Tordo e Ary dos Santos

Fica-se com "Novo Fado Alegre" na voz de Fernando Tordo, canção que também teve uma bela interpretação na voz de Carlos do Carmo.



Fernando Tordo, Carlos Mendes, Paulo de Carvalho - Novo Fado Alegre

sábado, 10 de junho de 2023

Fernando Tordo - O Trabalho

 

Fernando Tordo, Carlos Mendes e Paulo de Carvalho integraram, embora o primeiro não em simultâneo com os outros dois, a formação Pop-Rock porventura de maior sucesso que Portugal conheceu nos anos 60, os Sheiks.

Em finais de 1996 Fernando Tordo foi mesmo substituir Carlos Mendes nos Sheiks onde permaneceu cerca de um ano tendo o grupo entretanto terminado. Ainda nos anos 60 inicia parceria com o poeta Ary dos Santos que se prolonga por 14 anos que resultou em inúmeras canções algumas das quais de inegável qualidade e sucesso como por exemplo a bem conhecida "Tourada".

 Depois do 25 de Abril de 1974 os ventos revolucionários que abundavam no nosso país não deixaram maior parte dos nossos cantores de alguma forma indiferentes e Fernando Tordo não foi excepção. Tal é bem patente em boa parte da sua discografia daqueles anos. O ano de 1976 é bem prova disso.


https://www.discogs.com/


Em nome próprio publica o Single "Alegria Na Luta" / "O Trabalho", trabalho menor e altamente datado de um dos melhores intérpretes da nossa música ligeira. Com letra de Ary dos Santos e música de Fernando Tordo com arranjos e direcção de Pedro Osório segue "O Trabalho".



Fernando Tordo - O Trabalho

terça-feira, 6 de setembro de 2022

Fernando Tordo - Aconteceu na Primavera

  mundo da canção nº 16 de Março de 1971


A injustiça foi grande. Em 1971 no Festival RTP da Canção a canção vencedora foi "Menina" interpretada pela Tonicha mas a canção vencedora deveria ter sido "Cavalo à Solta" de Fernando Tordo que se quedou pelo 3º lugar, as letras eram as duas do mesmo, do grande Ary dos Santos.

A imprensa escrita fez eco da qualidade de "Cavalo à Solta", quer na letra quer na interpretação de Fernando Tordo. No nº 16 de Março de 1971 a revista "mundo da canção" continuava a referir-se-lhe, a propósito da sua edição em Single, como "uma das melhores canções de 1971".




Destacava-se também o lado B do disco com "Aconteceu na Primavera", "um ritmo que se filia na boss-nova" com "melodia também menos linear" e letra a definir através "de comparações, o significado do amor".




Recorde-se então "Aconteceu na Primavera", cuja letra também era publicada.



Fernando Tordo - Aconteceu na Primavera

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Fernando Tordo - Canto no Deserto

  a memória do elefante


Continuo com o nº 3 do jornal "a memória do elefante" publicado em Julho de 1971, portanto há mais de 51 anos e ocorreu-me começar este Regresso ao Passado com a publicidade que nele constava.

Diferente da que se encontrava em qualquer outro jornal, que me lembre, eis alguns exemplos onde a publicidade contribuía para fazer de "a memória do elefante" um jornal diferente.





No mínimo interessante, não?

Bem, e agora a página que é o pretexto para a recordação de hoje.




Dava pelo título de "palavras que se cantam" e reflectia em conversa entre o Luís e o Zé, suponho que os autores do texto, Luís de Melo e José Sottomayor, onde se abordava a música ligeira da época, a sua qualidade artística e a eterna relação entre música e letra.

Um artigo sobre música que não citou nenhum autor e ou intérprete, interessante. Mas para mim vieram logo à memória os nomes que no âmbito da música ligeira melhor casavam a música e as letras, ou seja Fernando Tordo e Ary dos Santos.

Assim do ano de 1971 recorda-se "Canto no Deserto" com música do primeiro e letra do segundo..



Fernando Tordo - Canto no Deserto

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Fernando Tordo – Fado de Alcoentre

 

Praticamente ninguém da área da música popular e ligeira portuguesa ficou indiferente à situação político-social que o país viveu após o 25 de Abril de 1975  e fizeram refletir na sua música as vivências de então, ou seja a luta contra o fascismo, pela liberdade e por melhorias sociais que então se impunham. Fernando Tordo foi um deles.

Figura bem conhecida do público português, vinha já dos anos 60 do final do grupo de Pop-Rock os Sheiks e na sua carreira a solo toda a gente conhecia pelo menos "Cavalo à Solta" e "Tourada" dos Festivais da RTP da Canção respectivamente de 1971 (3º lugar) e 1973 (1º lugar). Os acontecimentos políticos do ano de 1975 foram dominantes em boa parte da produção musical nacional e logicamente na de Fernando Tordo. Um LP "Feito Cá P'ra Nós" e um EP com 4 fados testemunham isso mesmo.


https://www.discogs.com/


A música como veículo da contestação popular que se manifestava nas ruas contra os saudistas do passado, a favor de um mundo novo. No EP sobressaiu o "Fado de Alcoentre" na sequência da fuga de 89 Pides (Polícia Internacional e de Defesa do Estado) da prisão de Alcoentre.



Fernando Tordo – Fado de Alcoentre

sábado, 15 de janeiro de 2022

Fernando Tordo - Cavalo à Solta

 mundo da canção nº 15 de Fevereiro de 1971


O panorama da música popular portuguesa em 1971 era pobre pese todo o esforço de renovação que se fazia sentir desde meados da década anterior e que iria sofrer significativo incremento exactamente no final de 1971. A prova dessa pobreza estava no Festival RTP da Canção que em 1971 ia na sua 8ª edição e que continua a ser a realização que monopolizava a atenção da população em geral e da imprensa especializada em particular. Veja-se o caso da revista "mundo da canção" de periocidade mensal que nos nºs de Janeiro e Fevereiro ocupa os seus editoriais com o referido certame e cujas capas são ocupadas com dois dos concorrentes. Desta vez era Fernando Tordo a merecer honras de capa.






O Editorial evidencia a opinião da revista ao considerar que o que melhorou no Festival foi a qualidade dos poemas das canções em grande parte devido a Ary dos Santos que assinava a letra de três das nova canções a concurso, entre as quais a da canção vencedora "Menina" interpretada pela Tonicha, "Uma canção feita de encomenda para o público."




Outra foi a letra de "Cavalo à Solta" interpretada pelo Fernando Tordo e que era, conjuntamente com outras, reproduzida no interior.

É com "Cavalo à Solta" que ficamos mais uma vez, nunca é de mais e dou assim início à recordação de mais um nº da revista "mundo da canção, era o seu nº 15.



Fernando Tordo - Cavalo à Solta

sábado, 16 de outubro de 2021

Fernando Tordo - The Windmills of Your Mind

 mundo da canção nº 14 de Janeiro de 1971


Deste nº 14 da revista "mundo da canção" esta é a última passagem pela música portuguesa e mais uma passagem por Fernando Tordo. O motivo é o último texto da revista a "mc Ficha" no seu nº 12 desta vez dedicado precisamente a Fernando Tordo.

Nela se passa em revista a ainda curta mas já recheada carreira de Fernando Tordo, desde 1966 onde "estreou-se como vocalista dos DELTONS" à então mais recente participação no "VIII Grande Prémio TV da Canção" com «Cavalo à Solta»".

Não me recordo bem mas, pelos vistos, "Tordo, um dos nossos melhores músicos, não está «dentro das simpatias» de grande grande parte do público, pelas suas habituais declarações desassombradas".




Recordo-me muito bem da canção de hoje "The Windmills of Your Mind" na voz de Dusty Springfield de 1969, no mesmo ano Fernando Tordo gravava a sua versão naquele que foi o segundo disco da sua carreira a solo.



Fernando Tordo - The Windmills of Your Mind

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Fernando Tordo - Cavalo à Solta

mundo da canção nº 14 de Janeiro de 1971

Conforme referi ontem, este nº da revista "mundo da canção", trazia um suplemento "com apontamentos críticos por parte da equipa MC" ao Festival RTP da Canção que ia em 1971 na sua 8ª edição.
As opiniões são genericamente muito críticas, em particular em relação à canção vencedora, "Menina" interpretada pela Tonicha, considerada estar "ao nível do nacional-cançonetismo", mas, mesmo assim divergentes quanto à qualidade global do Festival. Desde "Pior ainda que o VII Grande Prémio. Pior quando parecia impossível sê-lo" na opinião de Tito Lívio à da Maria Tereza Horta ao dizer "Mais um Festival da Canção... por sinal até o melhor de todos."

Vale a pena a leitura das páginas seguintes que constituíam o suplemento indicado.











 
Consensual parecia ter sido a opinião de qual a melhor canção, "Cavalo à Solta " de Fernando Tordo e da melhor interpretação, Paulo de Carvalho com "Flor sem Tempo", respectivamente classificadas em 3º e 2º lugar.

A minha preferência ia e vai para "Cavalo à Solta" de Fernando Tordo que volto a recordar.




Fernando Tordo - Cavalo à Solta

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Grupo In-Clave - Portugal Ressuscitado

"Portugal Ressuscitado" é uma canção do 25 de Abril. Gravada sob o nome de Grupo In-Clave, quem faria parte do grupo?, na contra capa dá as vozes ao Grupo In-Clave, Fernando Tordo e Tonicha, quanto à letra e música vão directamente para Ary dos Santos e Pedro Osório.

Disco único sob o nome do Grupo In-Clave continha três temas, o dito "Portugal Ressuscitado", "In-Memorium", poema declamado pelo próprio Ary dos Santos e "Canção Combate" com letra também de Ary dos Santos e música de Fernando Tordo.


https://www.discogs.com/


"Portugal Ressuscitado" ficou como uma canção panfletária, ouvida em excesso em tudo o que era manifestação popular, não a apreciava particularmente. Ficou mais conhecida pelo refrão "Agora o povo unido / nunca mais será vencido / nunca mais será vencido", não confundir com a canção do mesmo ano de Luís Cília "A Povo Unido Nunca Mais Será Vencido" adaptação da canção revolucionária chilena.

Como se estivéssemos em 1974 aqui fica "Portugal Ressuscitado", outros tempos...



Grupo In-Clave - Portugal Ressuscitado

domingo, 11 de julho de 2021

Fernando Tordo - O Emprego

 A década de 70, no período anterior ao 25 de Abril de 1974, assistiu a um crescimento enorme da quantidade e qualidade da música, quer a dita popular, quer na vertente rock, produzida em Portugal.

Os exemplos são muitos, sem ser exaustivo recordemos alguns nomes: na música popular, José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Luís Cília, Sérgio Godinho, José Mário Branco, Fausto, Francisco Fanhais, Manuel Freire, José Almada, Pedro Barroso, Samuel, José Jorge Letria, Francisco Naia, António Macedo e fiquemos por aqui; na música Rock destacaram-se o Quarteto 1111, Objectivo, Pentágono, Sindicato, Beatniks, Chinchilas, Pop Five Music lncorporated, Psico, Contacto, que foram, com alguns anos de atraso, o efeito do movimento hippie em Portugal .

Os anos de 1974 a 1976 teriam na música popular mais politizada o centro de todas as atenções, ficando o Rock (português) a aguardar por melhores dias. 

Fernando Tordo depois da breve passagem pelos Sheiks (1966-68) tornar-se-ia numa figura incontornável da música ligeira antes do 25 de Abril, em particular com os sucessos “Cavalo à Solta” e “Tourada” na parceria com o Ary dos Santos.


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Ainda em 1974, mas já após o 25 de Abril, as suas gravações revelam bem o ambiente político e social que então se vivia. Da revista “Uma no cravo, outra na ditadura”, onde se estreou como actor, grava o Single “O Emprego” bem representativo da época.

Segue precisamente o tema “O Emprego” com música do Fernando Tordo, letra de Ary dos Santos e arranjos de Pedro Osório. E festejemos o 25 de Abril, sempre.



Fernando Tordo - O Emprego

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Fernando Tordo – O Café

 Com presença regular no Festival da Canção da RTP Fernando Tordo, em 1973, era, mais que uma promessa, uma certeza no panorama da música ligeira portuguesa que encetava então uma renovação face à decadente música praticada pelos "velhos" intérpretes da década anterior. Renovação que se verificou não só nas melodias e ritmos incorporando influências estrangeiras nomeadamente do Pop-Rock (não tivesse Fernando Tordo passado por uma das melhores formações do género, Os Sheiks), como nas letras abandonando a lamechice dos textos interpretados por cantores que justa ou injustamente ficaram ligados ao regime fascista então ainda vigente. No caso das letras não é alheia a longa colaboração que Fernando Tordo teve com o poeta Ary dos Santos que lhe escreve mais de cem poemas. Foram muitas as canções de grande sucesso que tiveram a colaboração de Ary dos Santos, de "Desfolhada", vencedora do Festival em 1969 pela Simone de Oliveira, a "Meu Amor, Meu Amor"  na voz da Amália Rodrigues.


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Em 1973 a colaboração Fenando Tordo, Ary dos Santos é intensa, vencem o Festival da Canção com "Tourada", é editado o LP "Tocata" onde 7 das 11 composições têm letra de Ary dos Santos e ainda o Single "O Café" com duas canções assinadas por esta parceria.

Segue "O Café" e a sua letra satírica como uma boa recordação de 1973





Fernando Tordo – O Café

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Fernando Tordo – Invenção do Amor

No início dos anos 70 Portugal tinha ganho três novos intérpretes da canção, digamos, mais ligeira que iriam marcar uma época e redefinir a canção portuguesa libertando-a musicalmente do alheamento de influências estrangeiras e das letras "...conotadas com o nacional-cançonetismo..." que "...eram superficiais, fúteis e propagandísticas, recorrendo frequentemente a temáticas patrióticas, bem como a elogias à pobreza, à devoção religiosa e à humildade" (ver a entrada "nacional-cançonetismo" na "Enciclopédia da Música em Portugal noSéculo XX").
Esses intérpretes eram Fernando Tordo, Carlos Mendes e Paulo de Carvalho e que tinham em comum ter passado por um dos melhores grupos Pop-Rock nacionais dos anos 60, os Sheiks.

Em finais de 1966, Fernando Tordo substitui Carlos Mendes nos Sheiks e em 1967 o grupo grava o último EP, "That's All". "A partir de 1968 desenvolveu uma intensa e profícua colaboração com Ary dos Santos que se prolongou por 14 anos, da qual resultaram perto de 400 composições,..." ("Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX"). Entre Singles e EP contabilizei, até 1972, 13 publicações o que para a época era obra!


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É deste ano o Single "Eu Não Vou Nisso"/"Invenção do Amor". Segue "Invenção do Amor" com letra de Ary dos Santos e música de Fernando Tordo.



Fernando Tordo – Invenção do Amor

sábado, 9 de novembro de 2019

Fernando Tordo - Aconteceu na Primavera

DISCO MÚSICA & MODA, nº 3 de Março de 1971


Página 6 do nº 3 do jornal "DISCO MÚSICA & MODA" de Março de 1971, vários eram os artigos que a ocupavam, um pequeno texto dava conta de um programa semanal novo de divulgação da "música ligeira moderna" designado "POP 25". Recordo-me bem deste programa que era apresentado pelo José Nuno Martins que se tinha revelado como apresentador dos momentos musicais do "Zip-Zip" em 1969. Infelizmente pouco me recordo do conteúdo do programa que passava uns telediscos e alguns músicos ao vivo, lembro-me de um grupo português (qual?) a interpretar "Empty Pages" dos Traffic, alguém se lembra?




Outro artigo dá-nos conta da ida de Fernando Tordo ao 2º Festival de Bogotá naquele mês de Março, onde iria interpretar duas canções da sua parceria com Ary dos Santos.
 Colaboração histórica que se verificou desde 1968 até 1982, dois anos antes da morte do poeta.






Não faço ideia de quais as canções que interpretou naquele festival, provavelmente uma seria "Cavalo à Solta" grande sucesso e que tinha ficado em 3º lugar no Festival da Canção da RTP acabado de realizar em Fevereiro.

Como de "Cavalo à Solta" já dei a devida atenção, para hoje ficamos com "Aconteceu na Primavera", o lado B do Single que continha "Cavalo à Solta".




Fernando Tordo - Aconteceu na Primavera

terça-feira, 23 de julho de 2019

Fernando Tordo - Cavalo à Solta

DISCO MÚSICA & MODA, nº 2 de Fevereiro de 1971

A crítica mais exigente manifestou-se claramente desfavoravelmente ao Festival RTP da Canção ou como também era designado neste caso o VIII Grande Prémio TV da Canção. O jornal "DISCO MÚSICA & MODA" fazia, nas suas páginas centrais, o rescaldo do Festival em dois artigos intitulados respectivamente "A Festa Acabou" e "Duas Notas Salutares". Neste último, Tito Lívio termina dizendo: "As ovações que distinguiram Maria Betânia e, por contrate, a pateada que acolheu a canção vencedora do Festival - sinal de um público defraudado e, apesar de tudo, possuidor de razoável espírito crítico - foram as únicas notas salutares e inconformistas, num Grande Prémio solene, pomposo, acomodadiço, decepcionante e... moribundo, a continuar o actual sistema de votação dos júris regionais."







A excepção, em termos de concorrentes ao Festival, parece que ia para o Fernando Tordo com o seu "Cavalo à Solta" ao afirmar-se no texto "A Festa Acabou": "Depois Fernando Tordo. Merecendo melhor sorte, melhor compreensão. Um belo poema de Ary-poeta sério, extraordinariamente bem defendido. Como um fado falado, num perfeito equilíbrio de melodia, poema e interpretação. Até que enfim!".

Fernando Tordo ficaria pelo 3º lugar, mas foi a melhor canção do Festival que ainda hoje se ouve muito. A ela volto então, "Cavalo à Solta"




Fernando Tordo - Cavalo à Solta

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Fernando Tordo - Cavalo à Solta

DISCO MÚSICA & MODA, nº 1 de Fevereiro de 1971

Dava pelo título "A Grande Máquina" o artigo, que destacava o  realização próxima do VIII Grande Prémio TV da Canção, publicado no nº 1 de 1 de Fevereiro de 1971 do novo jornal de divulgação musical designado "DISCO MÚSICA & MODA".

"A grande máquina já está em movimento. Cada dia que passa mais acelera..."

"A grande máquina já está em movimento. Roda em direcção a Dublin. Milhões de telespectadores irão fixar um rosto, uma voz, uma canção..."

"A grande máquina é impessoal e inumana..."

Depois de algumas considerações sobre "a grande máquina", eram apresentados os nove concorrentes a concurso com respectivas fotos...





As fotos de Fernando Tordo, Tonicha e Paulo de Carvalho apareciam sob a legenda "...três sérios candidatos à vitória". A vitória sorriu a Tonicha com a sua "Menina", no entanto a grande canção do Festival, que ainda hoje se recorda bem, pertencia ao Fernando Tordo e era "Cavalo à Solta". O pequeno texto a ele dedicado começava assim:
"Pela terceira vez consecutiva, Fernando Tordo, um dos nomes mais em evidência na nossa música ligeira, surgirá no Festival da Canção. A sua estreia foi precisamente em 1969, no palco do S. Luis, onde obteve um quinto lugar. No ano passado, no Monumental, cantou «Escrevo às Cidades», composição que assinou em parceria com Jaime Queimado e Victor Oliveira Jorge, classificando-se no último lugar. Este ano será o último intérprete a cantar no Tivoli: «Cavalo à Solta», com música de sua autoria e poema de Ary dos Santos."
Fernando Tordo ficou em 3º lugar atrás do Paulo de Carvalho e da Tonicha.




Fernando Tordo - Cavalo à Solta

domingo, 29 de outubro de 2017

Fernando Tordo - O Pedro

Fernando Tordo é um cantautor incontornável da música portuguesa.

Muito cedo começou a cantar e a tocar viola tendo aos 14 anos ingressado no primeiro conjunto Pop. Diz-nos a "Enciclopédia da Música em Portugal no Século XX":
"Em 1964 integrou o conjunto Os Deltons, cantando e tocando guitarra eléctrica em bailes de finalistas e associações recreativas."
Ainda no ano de 1966 vai fazer parte do conjunto português mais relevante da época, os Sheiks. Diz a referida enciclopédia:
"Em Dez. 1966 integrou, substituindo Carlos Mendes, como vocalista principal e «guitarra-ritmo» (guitarra eléctrica com a função de acompanhamento rítmico), o conjunto Sheiks, uma das formações com mais sucesso na época, onde permaneceu aproximadamente ano e meio."

É pois com Fernando Tordo que os Sheiks gravam o último EP, antes de terminarem com as faixas "How Could You Forget", "That's All", "Old Generation" e "Bloody Dreamer".


Em 1969 estreia-se no Festival da Canção da RTP, onde vai ter presença assídua, começa também uma produtiva colaboração com o poeta Ary dos Santos "...que se prolongou por 14 anos, da qual resultaram perto de 400 composições...".





Na sequência do Festival, onde fica em 5º lugar com a canção "Cantiga", é editado o primeiro EP com as faixas "Cantiga", "That Day, "O Pedro" e "Some Words of Love", estas três últimas de sua autoria.

Aqui Fernando Tordo numa fase de influência da canção ligeira que vinha lá de fora, segue para ouvir "O Pedro".




Fernando Tordo - O Pedro